Imagine a seguinte cena: você decide começar a praticar exercícios e compra um par de tênis novo que estava na promoção. O tênis chega, é lindo e confortável. Mas aí você o calça e pensa: "Poxa, as minhas meias antigas não combinam com esse tênis". Você vai lá e compra três pares de meias esportivas.
Dias depois, você se olha no espelho e acha que seus shorts velhos de ficar em casa quebram totalmente o visual "atleta". Pronto, lá vai você comprar duas bermudas e três camisetas de dry-fit. Quando você assusta, o tênis em promoção de R$ 200 gerou uma fatura de R$ 800 no cartão.
Se você já passou por isso com roupas, eletrônicos ou itens de decoração, saiba que você não é descontrolado. Você apenas foi vítima de um gatilho psicológico fortíssimo chamado Efeito Diderot.
Abaixo, listamos os 4 maiores sabotadores silenciosos da atualidade e como desarmar cada um deles.
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Quem foi Diderot e o que ele tem a ver com o seu cartão?
Denis Diderot foi um dos filósofos mais famosos do iluminismo francês, no século XVIII. Ele viveu a maior parte da vida na pobreza, até que a Imperatriz da Rússia, Catarina, a Grande, soube de suas dificuldades financeiras e comprou a sua biblioteca por uma fortuna.
De repente, Diderot estava rico. Para comemorar, ele decidiu se dar um presente: um belíssimo roupão de seda escarlate.
O roupão era perfeito. Mas o problema começou no dia seguinte. Ao sentar-se em sua velha cadeira de palha vestindo aquela seda luxuosa, Diderot achou a cadeira deplorável. Ele a trocou por uma poltrona de couro legítimo. Depois, olhou para a sua mesa de madeira antiga e desgastada e pensou que ela ofendia o brilho do roupão; trocou-a por uma mesa de escritório caríssima. Em seguida, trocou as cortinas, os quadros da parede e os tapetes.
Em pouco tempo, o filósofo gastou toda a sua fortuna e acabou endividado. Ele escreveu um ensaio famoso chamado "Lamento por meu antigo roupão", onde deixou uma frase que todo investidor deveria tatuar no braço:
"Eu era o mestre absoluto do meu antigo roupão, mas me tornei o escravo do novo."
04
Conclusão
O consumo só se torna um problema quando deixamos de comandar nossas escolhas. O roupão de seda de Diderot era lindo, mas o preço real dele foi a liberdade financeira do filósofo.
Da próxima vez que um item novo começar a pedir complementos no seu carrinho de compras, respire fundo, lembre-se do velho filósofo francês e decida ser o mestre do seu dinheiro, e não o escravo das suas coisas.
Você já sentiu o Efeito Diderot na pele? Qual foi o "roupão de seda" que fez você sair comprando um monte de complementos sem planejar? Conta aqui embaixo nos comentários!
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